Sua visão está ficando embaçada? Os faróis incomodam mais ao dirigir à noite? Você começou a perceber halos (círculos ou auréolas luminosas) ao redor das luzes ou sente que as cores perderam intensidade? Esses são alguns dos sintomas de catarata, especialmente quando surgem gradualmente e passam a interferir em atividades que antes eram realizadas sem dificuldade.
A catarata se torna mais frequente com o envelhecimento. O National Eye Institute (NEI) informa que, aos 80 anos, mais da metade dos norte-americanos apresenta catarata ou já realizou cirurgia para removê-la. No Brasil, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) a reconhece como a principal causa de cegueira reversível no mundo.
Outras condições oculares podem causar manifestações semelhantes. Por isso, entender catarata: sintomas, progressão e tratamento ajuda a reconhecer os sinais, mas a confirmação depende da avaliação oftalmológica.
O que é catarata?
É a perda de transparência do cristalino, a lente natural localizada dentro do olho. À medida que essa estrutura se torna opaca, a passagem da luz é prejudicada e a qualidade da visão pode diminuir.
A catarata não é uma película que cresce sobre o olho. A alteração ocorre no próprio cristalino. É como uma janela que perde progressivamente a transparência e dificulta a percepção dos detalhes.
Ainda de acordo com o National Eye Institute (NEI), a maioria das cataratas está relacionada às mudanças naturais que ocorrem no olho com o envelhecimento. Por volta dos 40 anos, proteínas do cristalino começam a sofrer alterações que podem contribuir para a formação das áreas opacas características da condição.
Catarata é progressiva?
Em geral, sim. A catarata relacionada à idade tende a progredir, mas a velocidade dessa evolução varia de pessoa para pessoa. Nos estágios iniciais, a opacidade pode ser discreta e não provocar limitações significativas. Com o avanço da condição, a perda de nitidez e de contraste pode dificultar atividades como leitura e direção noturna. A velocidade dessa evolução não é igual para todas as pessoas nem exige intervenção imediata.
Quais são os sintomas de catarata?
Os sintomas costumam surgir de forma gradual. Essa evolução lenta pode fazer com que algumas pessoas se acostumem às mudanças e não percebam de imediato quanto a visão já foi afetada. O NEI reúne diferentes alterações visuais associadas à catarata. Na prática, alguns sinais podem ser percebidos nas atividades cotidianas.
Checklist: quais sinais merecem atenção?
Observe se alguma destas alterações passou a fazer parte da sua rotina:
- Visão embaçada ou nublada. A imagem pode perder definição, como se houvesse uma névoa diante dos olhos.
- Sensibilidade aumentada à luz. Sol, lâmpadas e faróis podem provocar desconforto ou ofuscamento maior.
- Dificuldade para dirigir à noite. A baixa luminosidade, os faróis e a perda de contraste podem tornar a direção noturna mais difícil.
- Halos ao redor das luzes. Fontes luminosas podem parecer cercadas por círculos ou reflexos.
- Cores menos intensas. Tons antes facilmente distinguíveis podem parecer desbotados ou amarelados.
- Visão dupla em um olho. Algumas pessoas percebem duplicação da imagem mesmo quando apenas um olho está aberto.
- Mudanças frequentes no grau. A prescrição dos óculos pode precisar de alterações em intervalos menores.
- Dificuldade para ler. A perda de nitidez e contraste pode prejudicar a leitura.
Visão embaçada significa que tenho catarata?
Não necessariamente. A visão embaçada é um dos sinais possíveis de catarata, mas não é exclusiva dessa condição. Erros refrativos, alterações da córnea, problemas da retina, olho seco e outras condições também podem reduzir a nitidez visual. Por isso, reconhecer um ou vários sinais do checklist não substitui o diagnóstico.
Outro aspecto importante é a forma como a mudança ocorre. Na catarata relacionada ao envelhecimento, a piora costuma ser gradual. Alterações repentinas na visão precisam ser investigadas e não devem ser atribuídas automaticamente à idade. Tem dúvidas sobre os sintomas? Podemos esclarecer em uma avaliação oftalmológica.
Como a catarata progride e quando é hora de operar?
Os diferentes graus de opacificação ajudam a acompanhar a progressão da catarata, mas não determinam, isoladamente, quando a cirurgia deve ser realizada.
| Grau de evolução | O que pode ser observado | Impacto visual possível | Conduta possível |
| Inicial | Opacidade ainda limitada. | Poucos sintomas ou discreta perda de nitidez. | Acompanhamento e correção óptica podem ser suficientes. |
| Intermediária | Maior comprometimento da transparência. | Visão embaçada, halos, ofuscamento ou dificuldade em algumas atividades. | A decisão depende do impacto funcional e da avaliação. |
| Avançada | Opacidade mais significativa. | Maior dificuldade para atividades cotidianas. | A cirurgia pode ser indicada conforme o caso. |
| Madura | Opacificação extensa do cristalino. | Comprometimento visual importante. | Exige avaliação para definição da conduta adequada. |
Existe um estágio certo para operar?
Não existe um único estágio da catarata que determine, sozinho, quando operar. A American Academy of Ophthalmology (AAO) esclarece que o diagnóstico não significa necessidade imediata de cirurgia. A decisão considera o impacto da perda visual na rotina, a avaliação do olho e as necessidades do paciente.
Por isso, a antiga ideia de que é preciso esperar a catarata “amadurecer” não deve orientar a decisão.
Quais são as causas da catarata e como é feito o diagnóstico?

O envelhecimento é a causa mais comum da catarata. Com o passar dos anos, modificações no cristalino favorecem a perda de sua transparência. A relação com a idade é importante, mas não exclusiva. O NEI informa que as mudanças nas proteínas do cristalino começam por volta dos 40 anos, enquanto os problemas visuais associados à catarata se tornam muito mais frequentes posteriormente. Isso significa que catarata e idade estão relacionadas sem que exista uma idade única de início.
Quais fatores aumentam o risco?
Além do envelhecimento, diferentes fatores estão associados ao desenvolvimento da condição:
- Diabetes.
- Histórico familiar de catarata.
- Trauma ocular.
- Uso prolongado de corticoides.
- Exposição prolongada à radiação ultravioleta.
- Tabagismo.
- Cirurgias oculares prévias.
- Exposição a outros tipos de radiação.
Existem ainda cataratas congênitas e pediátricas, além de formas associadas a trauma ou outras condições clínicas. A proteção contra a radiação ultravioleta integra os cuidados com a saúde ocular, mas não garante que a catarata será evitada.
Como o oftalmologista diagnostica a catarata?
O diagnóstico é realizado a partir da história clínica e do exame dos olhos. A avaliação permite verificar a transparência do cristalino e investigar se a redução visual tem essa ou outra origem.
Entre os procedimentos utilizados estão a medida da acuidade visual e o exame com lâmpada de fenda, que permite observar as estruturas anteriores do olho, incluindo o cristalino. A dilatação das pupilas também pode ser necessária para uma avaliação mais abrangente.
Para o NEI, o exame oftalmológico dilatado é uma das formas utilizadas para identificar catarata e outras alterações oculares e caracteriza essa avaliação como simples e indolor.
Como é feito o tratamento da catarata e qual lente escolher?
Nos estágios iniciais, atualização dos óculos, melhor iluminação e estratégias para reduzir o ofuscamento podem melhorar determinadas tarefas. Essas medidas ajudam a compensar sintomas, mas não removem a catarata.
Quando a opacidade passa a limitar suficientemente a visão, a cirurgia de catarata é o tratamento capaz de retirar o cristalino opacificado. Durante o procedimento, ele é substituído por uma lente intraocular artificial.
Quando devo fazer cirurgia de catarata?
A decisão é individual e considera o impacto da perda visual na vida do paciente. Dificuldades para ler, dirigir, trabalhar ou realizar outras atividades importantes podem indicar o momento de discutir a cirurgia com o oftalmologista.
Os exames, as condições do olho e as necessidades visuais também entram nessa avaliação. Em alguns casos, a retirada da catarata pode ser necessária para facilitar a avaliação ou o tratamento de outras estruturas oculares.
Descubra se você precisa fazer cirurgia de catarata.
A cirurgia de catarata é segura?
A cirurgia de catarata é considerada um procedimento seguro e eficaz, mas nenhuma cirurgia é totalmente isenta de riscos.
No Rejuvenescimento Visual, a avaliação para cirurgia considera diagnóstico, necessidades visuais, exames pré-operatórios e escolha da lente intraocular. O Dr. Leonardo Tibúrcio possui formação específica em Cirurgia de Catarata e Facorrefrativa e mais de 25 anos de atuação em oftalmologia.
Lente monofocal, tórica ou multifocal: qual é a diferença?
A lente intraocular é escolhida antes da cirurgia a partir das medidas do olho, das condições oculares e das necessidades visuais do paciente.
| Aspecto | Monofocal | Tórica | Multifocal ou de faixa ampliada |
| Objetivo | Priorizar determinada distância focal. | Corrigir astigmatismo associado ao planejamento refrativo. | Ampliar a faixa de visão em diferentes distâncias. |
| Visão de perto | Pode exigir óculos. | Depende do modelo e do planejamento. | Pode reduzir a dependência de óculos em pacientes selecionados. |
| Astigmatismo | O modelo convencional não é voltado para sua correção, especificamente. | Desenvolvida para corrigir astigmatismo. | Existem tecnologias com versões tóricas. |
| Possíveis limitações | Menor amplitude de foco quando direcionada a uma distância. | Exige indicação, cálculo e posicionamento adequados. | Algumas tecnologias podem produzir halos, ofuscamento ou alterações de contraste. |
| Indicação | Depende das necessidades visuais e da saúde ocular. | Depende do grau de astigmatismo e das medidas do olho. | Depende da retina, córnea, rotina e expectativas. |
Um ensaio clínico multicêntrico randomizado publicado em 2025 comparou uma lente de faixa visual ampliada com uma monofocal e encontrou melhor desempenho para visão intermediária e de perto no grupo de faixa ampliada, mantendo desempenho comparável para longe. O resultado não significa que a mesma tecnologia seja adequada a todos. A escolha deve considerar retina, córnea, astigmatismo, rotina visual e tolerância a fenômenos luminosos.
Compare as opções de lentes para sua cirurgia.
Como é a recuperação e quando procurar um oftalmologista?
A recuperação começa logo após a cirurgia, mas melhora inicial da visão e cicatrização completa são processos diferentes. A American Academy of Ophthalmology informa que muitas pessoas percebem melhora visual em poucos dias, enquanto a cicatrização completa pode levar aproximadamente quatro a seis semanas. O período varia conforme o olho e a evolução de cada paciente.
Quais cuidados são necessários após a cirurgia?
O uso dos colírios prescritos e as consultas de acompanhamento fazem parte do pós-operatório. Algumas atividades podem ser restringidas, especialmente quando envolvem esforço físico intenso, manipulação dos olhos ou risco de trauma. O retorno ao trabalho e às rotinas depende da recuperação individual e da liberação do oftalmologista.
Catarata volta?
Não. Depois que o cristalino opacificado é removido, aquela catarata não volta. O que pode ocorrer posteriormente é a opacificação da cápsula posterior, estrutura que sustenta a lente intraocular. Embora popularmente chamada de “catarata secundária”, não se trata de uma nova catarata. Segundo a American Academy of Ophthalmology, essa alteração pode ser tratada por capsulotomia a laser.
Quando os sintomas justificam avaliação?
Mudanças graduais na qualidade da visão, que começam a interferir em atividades cotidianas, justificam avaliação oftalmológica para identificar a causa e definir a conduta. Para pessoas com 60 anos ou mais, o NEI recomenda exame oftalmológico com dilatação a cada um ou dois anos. A frequência pode variar quando existem doenças oculares ou outros fatores de risco.
Se você está em Belo Horizonte, Nova Lima ou região e suspeita de catarata, o Dr. Leonardo Tibúrcio atende no NEO Oftalmologia Vila da Serra, localizado na Alameda Oscar Niemeyer, 1033, sala 220, Vila da Serra, Nova Lima.
Agende uma avaliação em Nova Lima com o Dr. Leonardo Tibúrcio.
PERGUNTAS FREQUENTES
Catarata é a perda progressiva da transparência do cristalino, a lente natural localizada dentro do olho. À medida que essa estrutura se torna opaca, a passagem da luz é prejudicada e a qualidade da visão pode diminuir. A pessoa pode perceber embaçamento, redução do contraste, maior dificuldade em ambientes pouco iluminados e alterações na percepção das cores. A forma relacionada ao envelhecimento é a mais comum, mas existem cataratas associadas a outras causas.
Os principais sintomas de catarata incluem visão embaçada ou nublada, maior sensibilidade à luz, dificuldade para enxergar e dirigir à noite, halos ao redor de fontes luminosas e cores menos intensas. Mudanças frequentes no grau dos óculos e, em alguns casos, visão dupla em um olho também podem ocorrer. Como esses sinais não são exclusivos da catarata, o diagnóstico depende da avaliação oftalmológica.
Não existe uma idade única para o início da catarata. Alterações relacionadas ao envelhecimento podem começar a ocorrer no cristalino a partir da meia-idade, enquanto os sintomas se tornam mais frequentes com o avanço dos anos. Cataratas relacionadas a trauma, determinadas doenças, medicamentos ou fatores congênitos podem surgir mais cedo. Por isso, não é correto considerar a catarata uma condição exclusiva de pessoas com mais de 60 anos.
A progressão da catarata varia de pessoa para pessoa. Em alguns casos, as mudanças ocorrem lentamente durante anos; em outros, o comprometimento visual pode avançar em um intervalo menor. O mais importante não é apenas a velocidade da evolução, mas quanto a perda de visão interfere na rotina. O acompanhamento oftalmológico permite observar essas mudanças e definir a conduta adequada.
Não. A catarata removida não volta, porque o cristalino opacificado é retirado e substituído por uma lente intraocular. O que pode ocorrer posteriormente é a opacificação da cápsula posterior, estrutura que permanece no olho para sustentar essa lente. Embora seja popularmente chamada de “catarata secundária”, trata-se de outra alteração e pode ser tratada com laser.
Não existe um único “ponto certo” válido para todos. A cirurgia costuma ser considerada quando a catarata compromete a visão a ponto de interferir em atividades importantes, como dirigir, ler, trabalhar ou realizar tarefas cotidianas com segurança e autonomia. Os achados do exame e as necessidades visuais de cada paciente também participam da decisão.
A cirurgia de catarata é considerada segura e eficaz, mas nenhum procedimento cirúrgico é isento de riscos. Entre as possíveis complicações estão infecção, inflamação, alterações da pressão ocular e problemas de retina.
Não imediatamente. O momento de voltar a dirigir depende da recuperação visual, da evolução pós-operatória e da avaliação do oftalmologista. Por isso, não existe um prazo universal que possa ser aplicado com segurança a todos os pacientes. A direção deve ser retomada somente quando a visão estiver adequada para essa atividade e houver liberação médica.
Não existe uma lente intraocular que seja a melhor para todas as pessoas. Lentes monofocais, tóricas e tecnologias que ampliam a faixa de visão apresentam características, indicações e limitações diferentes. A escolha considera fatores como saúde da córnea e da retina, presença de astigmatismo, necessidade de visão em diferentes distâncias, hábitos, rotina e expectativas em relação ao uso de óculos.
Sobre o autor
Artigo criado e revisado por Dr. Leonardo Tibúrcio | Cirurgião Oftalmologista | CRMMG 32782 | RQE 25773
Mais de 27 anos de atuação em oftalmologia, com experiência em cirurgia de catarata e refrativa, transplante de córnea, ceratocone e presbiopia. Atendimento no Vila da Serra, Nova Lima, região de Belo Horizonte.


